Aqui,ao alcance de minhas mãos, seu rosto mergulhava num sono tão cheio de abstrações, e imutavel, como imagino que seja o último de todos.Imagens passadas daquele rosto sobrepujavam a que eu agora via, e saídas de um nevoeiro embriagado suas antigas expressões me voltavam.
Cada uma delas me lembrava sensações como respirar, engolir um floco de neve, ou se deparar com um raio de sol ocasional...
Ah nadine, tinha tantas risadas e agora veja o que fizemos a você...Parece que as folhas cairam cedo demais e dividiu toda a nossa sorte pelo mundo.Eu tentei tanto proteger, te dizendo que era o que você precisava, quando na verdade queria apenas que tivesses que lembrar de mim .Esqueça tudo que vi através de seus olhos.Esqueça todo o egoísmo tão maior até que eu mesma ao qual se submeteu.Esqueça todas as caminhadas em ruas em preto em branco.Também todas as vezes que tive que ser tão humana.
Quando você for o que sempre sonhou , eu estarei entre um flash e outro de suas antigas fotografias.Aí então, lembre-me.
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