domingo, 29 de agosto de 2010

O que parece...


Eu o vejo. È o primeiro... Primeiro pingo a cair, anunciando a torrente que o seguiria. O primeiro pássaro voa somente a espera que todos os outros o sigam. Criaturas  evoluída os pássaros não?!Como diria um velho amigo, há de se ter muita habilidade para que seu cansado falar torne-se canto, e o andar, vôo. Até o mar, no abuso de sua grandeza parece mais calado ao ver passar a revoada.
È só que às vezes me questiono sobre todas essas coisas que parecem ser... Sobre tudo aquilo que acho ver. E se de repente eu estivesse surda a ouvidos plenos?Meus órgãos completos pudessem reter as notas dos sons e pó disfunção que não sei qual, meu cérebro me mostrasse-os desconhecido. E se uma nota, vez posta, jamais pudesse encontrar outra que  a seguisse harmonicamente?Eu só questiono se ainda eu saberia a diferença entre a chuva e o pranto, ou reconheceria no grito cantado dos pássaros o que estaria por vir....
O mar tornar-se-ia vez por vez mais recluso, quase catatônico, evaporando... eu não estaria nem surpresa.Nem mesmo quando as nuvens tornassem-se apenar os restos de explosões aéreas.Eu assistiria apática, à destruição do mundo, ainda à ouvidos surdos.
E se cada um já carregasse em si parte de minha doença?E se o primeiro pingo for o prelúdio de minha própria torrente a vir avisar-me?Ainda sim eu não ouviria....

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