domingo, 14 de agosto de 2011

À vaidade

....Sim, a ela hoje rogo clemência.Ela que se mostra, me subverte e convence pela sensualidade do belo.Ah essa beleza que persuade calada, por si só.Reconheço que sou quase incapaz diante de tal potência e se não o sou, faço questão de aparentar ser , só pra não ter de sentir a culpa da recaída.
Eis então que me emboto de argumentos que engulo, digiro e por fim cuspo em forma de confissão, como se assim eu sinalizasse minha cura.De que adianta?rs....É só um jogo.Pretendo-me curada até o momento da visita de uma nova beldade.Não, não é necessário que me corteje, eu já o pus acima de qualquer exímio orador que me apresente argumentos até muito melhores.Ponho-me tomada por determinada feição e semblante de tal forma, que chega a acanhar palavras de outros.
E é por isso que hoje eu rogo à vaidade que não deixe a beleza me persuadir tão facilmente, mas se em todo caso ela for insistente ...bem, peço ao menos que a faça acometer-me em sua excelência , frequente e farta!

domingo, 17 de julho de 2011

reflexos

  
"Parece apatia, mas é indolência.Não que dois não se assemelhem, todavia há a tênue linha.Nela me mantenho hoje e tenho me mantido há tempos.A despeito do acoroçoar  externo, de todo o rebuliço, dos hormônios fumegantes e do que mais venha a ser, é a linha tênue que me condena.É esse pouco de cada, o eterno entremeio em que me ponho.É o cenário de repetidos adejos perdidos me definindo diariamente.
 Sou sim!Sou apática e indolente, talvez um mais que outro.Sou sim descoordenada.E  sim, sou sim sobretudo acrática.Portanto , acabemos logo com essa história de me dizer que  vida está a espera lá fora.A minha me espera aqui, implodida em mim, ardente e serena."